Um dos agentes que mais contribui para a poluição do ar é o automóvel a combustão interna. Em áreas urbanas, isso é demonstrado dramaticamente pela fumaça fotoquímica, resultante da interação entre óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos e luz solar, para formar produtos de oxidação, que causam irritação aos olhos, ao aparelho respiratório e danos às plantas. As condições de operação de motores a combustão, como a razão da mistura ar/combustível no cilindro, influenciam na composição dos gases lançados pelo escapamento na atmosfera. O gráfico ilustra a variação nas composições dos principais gases, dióxido de carbono ($CO_2$), hidrocarbonetos (HC), monóxido de carbono (CO), monóxido de nitrogênio (NO) e oxigênio molecular ($O_2$), emitidos por um motor a gasolina, em diferentes razões ar/combustível, em massa.

Gráfico de linhas bidimensional. O eixo horizontal inferior representa a Razão ar/combustível (massa/massa), com valores de 10 a 20. Uma linha vertical pontilhada divide o gráfico ao meio, indicando a 'Razão estequiométrica ar/combustível'. A região à esquerda da linha é identificada como 'Deficiência' e a região à direita como 'Excesso'. O eixo vertical esquerdo mede a porcentagem em volume de O2, CO e CO2, numerado de 0 a 14. O eixo vertical direito mede a concentração de NO (10³ vppm) e HC como C1 (10² vppm), numerado de 0 a 7. Há cinco curvas plotadas: 1) A curva de CO (verde escuro) começa no topo esquerdo (cerca de 12%), decai rapidamente e encosta no zero logo após a razão estequiométrica, mantendo-se no zero. 2) A curva de CO2 (azul escuro) sobe gradualmente, atinge seu pico máximo (cerca de 14%) exatamente na razão estequiométrica e depois decai suavemente. 3) A curva de HC (vermelha) começa alta, desce até um ponto mínimo em torno da razão 16, e depois volta a subir levemente. 4) A curva de NO (amarela) tem formato de sino parabólico, começando perto de zero, atingindo um pico alto em torno da razão 16 (na área de excesso), e depois decaindo. 5) A curva de O2 (azul claro) permanece no zero em toda a área de deficiência e começa a subir progressivamente a partir da razão estequiométrica em direção à área de excesso.

RANGEL, M. C.; CARVALHO, M. F. A. Impacto dos catalisadores automotivos no controle da qualidade do ar. Química Nova, v. 26, 2003 (adaptado).

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